sábado, 29 de outubro de 2011

Uma Viagem ao Beco do Batman



Saída Cultural: Beco do Batman - Graffiti: Boleta
Na Manhã de um Domingo ensolarado crianças residentes do Jd. Alto da Riviera, periferia da zona sul de São Paulo localizada no Distrito do Jd. Ângela, cruzam a ponte em direção a Vila Madalena (Z/O) com destino a um dos pontos referenciais do Graffiti brasileiro. As 8h da manhã, uma hora antes do horário marcado para saída, educandos(as), empolgados(as) para conhecer o lugar dito antes pelos educadores, já tocavam a campainha da sede do Coletivo Fora de Frequência, local marcado como ponto de encontro para saída em direção ao tão aclamado Beco do Batman. Michael, um dos educandos do projeto, relata que na noite anterior nem conseguiu dormir direito de tanta empolgação e ansiedade. Essa saída cultural, a primeira do total de duas, faz parte das oficinas do Rua D'Arte um dos projetos desenvolvidos pelo Coletivo.

 Após chegar ao tão esperado local de destino, o Beco do Batman (por volta das 11h), famoso entre os produtores e admiradores do Graffiti e da cultura urbana, os educadores(as) fazem uma breve contextualização e partem para a apreciação das obras expostas ao ar livre. Educadores(as) e educandos(as) passam pelos murais um a um discutindo e comparando suas similaridades e diferenças procurando identificar o artista autor do mural em questão. 
 Depois de caminhar por todo o beco, com educandos(as) e educadores(as) já deslumbrados com tanta arte de qualidade, uma pequena parada para o lanche. Após lanchar e renovar as energias, quando educandos(as) já pensavam chegar ao fim a visita, foram surpreendidos quando indagados a continuar partindo para o Beco do Aprendiz, que fica logo ao lado. 
Marina Zumi dando alguns toques aos educand@s
 Quando, de volta ao Beco do Batman, se preparando para partir educadores(as) e educandos(as) tem uma agradável surpresa ao "esbarrarem" com os artistas Marcus Vinícius Enivo (Vine) e Marina Zumi fazendo algumas finalizações no mural deles. Os(As) educandos(as) logo se encantam com a Marina e a enchem de perguntas. A artista responde todas as questões com atenção e carinho e acaba dando uma pequena oficina de improviso fechando a saída cultural com chave de ouro. Pois, não há nada mais enriquecedor do que o contato direto com os artistas e as obras do mesmo.

O intuito dos educadores(as) de cruzar a ponte com os(as) educandos(as) é, além de proporcionar o contato direto com as obras de arte, ampliar o horizonte e repertório dos mesmos fazendo com que essa busca por conhecimento se torne um habito. Já que a comunidade periférica está isolada em ilhas com pouca, ou nenhuma, instituição que  sirva de fonte de informação, cultura e arte, além da escola. Apesar de ser fábrica da cultura popular e ninho de artistas e produtores que enriquecem nossa cultura com suas manifestações. Por isso, é necessário educá-los deste cedo a lutarem contra o isolamento e derrubarem as barreiras impostas por um sistema opressor que os impedem de ter acesso ao acervo do conhecimento humano e, consequentemente, o de sua própria história. Para que assim, quebrando as barreiras de isolamento, tenham acesso ao conhecimento de sua própria história e possam reescrevê-la transformado-á e conquistando o direito de Ser Mais.


O Coletivo Fora de Frequência aproveita para agradecer aos artistas Marina Zumi Marcus Vinícius Enivo (Vine) a atenção e carinho que tiveram com nossos(as) educandos(as). 

Muito Obrigado.
















  


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